Equipe 2
A PRODUTIVIDADE DA SOJA SURPREENDE POSITIVAMENTE NO SUDESTE DE Mato Grosso E NO SUDOESTE DE Goiás
11/fev/2020

A Equipe 2 do Rally da Safra avaliou a soja precoce do Sudeste do Mato Grosso e do Sudoeste de Goiás na última semana de janeiro. As lavouras dos municípios como Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis (MT), e de Mineiros, Jataí e Rio Verde (GO) foram plantadas sob condições climáticas bastante semelhantes. Essas regiões foram afetadas por um período seco no período de plantio, que por isso atrasou de 10 a 15 dias. Isso não resultou, necessariamente, em perdas de produtividade. O clima causou alguns prejuízos para a soja apenas em casos isolados, como na Serra da Petrovina, onde há uma grande concentração de algodão. Nessa região, os produtores semearam a soja no pó – ou seja, sem que houvesse umidade suficiente no solo –, procurando resguardar o calendário para o algodão safrinha. Trata-se de uma perda planejada. Os cotonicultores preferem comprometer a produtividade da soja a correr mais riscos no algodão. De fato, o maior problema em atrasar o plantio da soja é correr o risco de empurrar o cronograma de implantação da 2ª safra, seja de milho ou de algodão, para além do calendário considerado mais adequado.

Alta luminosidade e investimentos em adubação, genética e manejo de pragas e doenças sustentam os bons resultados das lavouras

Em janeiro, lavouras do Sudeste do Mato Grosso e do Sudoeste de Goiás passaram por períodos de veranico de 10 a 15 dias. Áreas mais arenosas ou recém-abertas acabaram tendo o potencial um pouco prejudicado. Mas de maneira geral o clima foi favorável nas regiões percorridas pela Equipe 2. Um exemplo positivo: a alta luminosidade. Diferentemente da safra passada, quando clima excessivamente nublado prejudicou a produtividade da soja precoce, nesta safra não faltou luminosidade. Isso é muito bom para a soja. Quanto mais sol, mais fotossíntese, maior a assimilação de açúcares. A planta tem mais energia disponível para se desenvolver. O resultado se vê nas primeiras colheitas, que foram muito boas, surpreendendo positivamente boa parte dos produtores. Além da alta disponibilidade de luz, os bons resultados se devem também aos investimentos que muitos produtores realizaram realizando nos últimos anos, seja em adubação de base, em genética ou em manejo de pragas e doenças. Nesta safra não se vê pragas e doenças.

Produtores pretendem manter ou até aumentar a área plantada de milho 2ª safra

O foco do produtor agora é o plantio do milho safrinha. Ninguém quer plantar fora do calendário ideal, mas também não pretende deixar de plantar milho. Há alguns agricultores que decidiram migrar parte da área de 2ª safra para o sorgo, mas a regra geral é pelo menos manter e se possível aumentar a área de milho safrinha, aproveitando o bom momento de preços.

É alto o potencial produtivo desta safrinha de milho. A razão disso: o nível de investimento. Os produtores estão optando por usar maior adubação de base e uma genética melhor para extrair o melhor resultado possível. 

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