Com nova gestão, paranaense Coamo traça cenário positivo para 2020
10/fev/2020

Com nova gestão, paranaense Coamo traça cenário positivo para 2020

Publicado originalmente: Valor

Maior cooperativa agropecuária da América Latina, a paranaense Coamo, com sede em Campo Mourão (PR) e atuação nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, encerrou 2019 com receita total de R$ 14 bilhões e sobras (lucros) de R$ 792 milhões, de acordo com prestação de contas aprovada nesta segunda-feira em assembleia geral ordinária dos associados do grupo.

Em relação a 2018, a receita recuou 5,4% e os ganhos totais foram 1% menores. Mas a Coamo informou que o valor a ser distribuído aos cooperados a partir desta terça-feira vai crescer na mesma comparação, de R$ 358 milhões para quase R$ 362 milhões.

Na assembleia, também foi confirmada a nova estrutura de gestão da Coamo, aprovada em outubro do ano passado com novas regras de governança. Fundador da cooperativa, em 1970, José Aroldo Gallassini, de 78 anos, foi reeleito presidente do conselho de administração até 2024, mas cedeu a presidência-executiva, cargo que ocupava desde 1975, a Airton Galinari. Aos 59 anos, Galinari, que é engenheiro químico era superintendente de logística e operações da cooperativa, onde já trabalha há 33 anos.

Ao Valor, , Gallassini afirmou que continuará colaborando ativamente com a gestão executiva, até porque os desafios se multiplicaram com o forte crescimento da Coamo nas últimas décadas. E ele acredita que os resultados poderão melhorar em 2020, graças à recuperação da produção de soja na área de atuação do grupo. Em 2019, os volumes de soja e trigo recebidos foram menores que os esperados em virtude de problemas climáticos.

Mesmo assim, e com a ajuda de uma colheita farta de milho na safra 2018/19, a Coamo recebeu de seus associados — 29,1 mil no total — 7,5 milhões de toneladas de produtos, volume pouco superior ao registrado no ano anterior (7,2 milhões). A partir desse volume, a Coamo industrializou 1,6 milhão de toneladas de soja e 196,2 mil toneladas de trigo. O grupo também beneficiou 5 mil toneladas de algodão em pluma e 4 mil toneladas de café.

Com isso, a receita da cooperativa com os alimentos e produtos processados em um parque fabril composto por 11 unidades (três para o esmagamento de soja, duas refinadoras de óleo vegetal, uma de margarina, uma de gordura vegetal hidrogenada, uma de café, dois moinhos de trigo e uma fiação) cresceu 9,9%, para R$ 1,2 bilhão. Já as exportações, puxadas pela soja, somaram 4,8 milhões de toneladas de produtos, ou US$ 1,5 bilhão.

Gallassini também destacou que os investimentos do grupo no ano passado somaram R$ 565,2 milhões, ante R$ 671,5 milhões em 2018. O valor foi distribuído por indústrias, entrepostos, terminais portuários e áreas de apoio. O destaque foi a inauguração do complexo industrial localizado em Dourados (MS).

De acordo com o dirigente, fazem parte dos planos da Coamo para os próximos anos investimentos em etanol de milho e em uma fábrica de rações, além da ampliação da capacidade dos moinhos de trigo. Não está nessa lista o segmento de carnes.

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