Equipe 2
Como o clima seco e quente prejudicou a soja no PR e no MS
30/jan/2019

Poucos assuntos foram tão comentados no agronegócio brasileiro nas últimas semanas quanto a situação das lavouras no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Boa parte das regiões produtoras desses estados passaram por um período de pouca chuva a altas temperaturas de novembro para dezembro, pondo em risco a produção de soja. Foi justamente pelas áreas mais afetadas – o Oeste e o Norte paranaenses e o Sul do Mato Grosso do Sul – que a Equipe 2 do Rally da Safra passou de 21 a 26 de janeiro. Eis o que constatamos em campo.

Rally da Safra passou por PR e MS

Oeste e Norte do Paraná

O veranico (como são chamados esses períodos secos e quentes) afetou fortemente as lavouras semeadas em setembro. Boa parte da área no Oeste, especialmente nos arredores do lago de Itaipu, estavam nessa situação. Nesses casos, há perdas consideráveis, que podem chegar a 50% ou 60% do potencial produtivo. As lavouras plantadas um pouco mais tarde – de outubro em diante – sofreram menos e, apesar de haver algum prejuízo, sua produtividade poderá ser parcialmente recuperada. Para isso, será preciso duas ou três boas chuvas nas próximas semanas, para completar o ciclo de desenvolvimento. Se isso ocorrer, a média de produtividade do estado ainda poderá ser razoável (de 10 a 12 sacos inferior à do melhor resultado já obtido pelos produtores).

O Rally esteve no estado de 21 a 23 de janeiro, num trajeto que passou por Maringá, Campo Mourão, Cascavel, Marechal Cândido Rondon e Guaíra.  Um aspecto importante diz respeito à comercialização, que avança lentamente entre os produtores paranaenses. Muitos ainda não venderam praticamente nada do que deve ser colhido. Os mais adiantados negociaram, no máximo, de 20% a 30% da safra.

Sul do Mato Grosso do Sul

O mesmo veranico que afetou o Paraná prejudicou as lavouras de soja precoce sul mato-grossenses. Mas como o plantio no Mato Grosso do Sul é um pouco mais tardio, as perdas foram um pouco menores. Há possibilidade de recuperação nas lavouras médias e tardias, desde que haja de três a quatro chuvas até o fim do ciclo de desenvolvimento.  De maneira geral, a produtividade média desta safra deve ser de 9 a 10 sacos menor do que a do ano passado, quando os produtores do estado obtiveram um desempenho recorde.

O Rally da Safra continua avaliando as condições das lavouras de soja nas principais regiões produtoras do país. De 28 de janeiro a 2 de fevereiro, a Equipe 3 do Rally da Safra percorre o Sudeste do Mato Grosso e o Sudoeste de Goiás. 

 

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