Fundo Quasar Agro conclui sua primeira operação
28/fev/2020

Fundo Quasar Agro conclui sua primeira operação

Publicado originalmente: Valor Econômico

Criado no fim de 2019 pela gestora de recursos Quasar Asset Management e administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros, o fundo imobiliário Quasar Agro, com foco em investimentos em estruturas de armazenagem, acaba de concluir sua primeira operação.

A partir de um investimento de R$ 90 milhões, o novo fundo adquiriu quatro silos que pertenciam à rede de distribuição de insumos Belagrícola no norte do Paraná e as alugou por dez anos para a própria Belagrícola – que, assim, “destravou” os ativos para fomentar projetos de expansão.

Segundo Olivier Colas e Eça Correia, executivos responsáveis pelo Quasar Agro, nesse caso o valor do aluguel foi fixado em 9,75% do montante do negócio por ano, dividido em 12 meses. As unidades de armazenagem adquiridas, que têm capacidade estática total para 200 mil toneladas, demandam investimentos em melhorias, que estão em análise.

Durante a colheita, a Belagrícola – que tem sede em Londrina, é controlada pela chinesa Dakang e fatura cerca de R$ 4 bilhões por ano – costuma armazenar soja e milho recebidos sobretudo de operações de barter; antes, guardava defensivos.

Comprar unidades de armazenagem para depois alugá-las é um dos modelos do Quasar Agro. Mas, entre as oportunidades que prospecta atualmente, tambem está a construção de silos para clientes que depois queiram locá-los. Nos dois casos, o prazo mínimo do aluguel é de cinco anos, mas a ideia é que o período varie de dez a 20 anos, prorrogáveis.

Eça Correia afirma que, atualmente, o fundo mantém conversas com potencial para gerar transações de R$ 670 milhões no total. Quando foi aberto com negociação na B3, o Quasar Agro captou R$ 504 milhões com 13.590 cotistas, e teve capital autorizado de R$ 10 bilhões.

Para Olivier Colas, que foi vice-presidente da gaúcha Kepler Weber, maior fabricante de silos do país, as conversas em curso comprovam que há uma demanda reprimida por unidades de armazenagem de grãos no país e que os modelos propostos pelo fundo têm aderência no mercado. Das negociações em andamento, ele espera que sejam fechadas transações que atinjam R$ 500 milhões.

“A produção brasileira de grãos do país mais do que dobrou desde 2000, mas a estrutura de armazenagem não acompanhou o ritmo – o déficit é estimado em 70 milhões de toneladas. Com nossa forma de atuar, pioneira, promovemos uma quebra de paradigma no campo, que é motivar o cliente a trocar patrimônio por direito de uso”, diz Colas.

TODOS
NOTÍCIAS
DIÁRIO
PATROCINADORES:
APOIADORES: