Indústria de arroz e feijão vê demanda crescer 50%
17/mar/2020

Indústria de arroz e feijão vê demanda crescer 50%

Publicado originalmente: Valor Econômico

A corrida dos consumidores aos supermercados para estocar itens básicos diante de um eventual confinamento por causa do coronavírus já gera reflexos na indústria de alimentos. Desde quinta-feira, a demanda dos supermercados por arroz e feijão aumentou 50%, segundo Renato Franzner, presidente da Urbano Alimentos. A companhia catarinense, com sede em Jaraguá do Sul, é a sexta maior beneficiadora de arroz e feijão do país e também produz macarrão e farinha de arroz.

“O aumento da demanda começou vindo de São Paulo e do Rio de Janeiro no fim da semana passada. Hoje, já percebemos pedidos maiores em todo o país”, afirmou o executivo. Como consequência, a Urbano, que já trabalhava em três turnos, aumentou a produção de 70% para 100% da capacidade instalada. “Mesmo assim, levaremos de 30 a 40 dias para atender os pedidos atuais”.

Outra importante consequência é o aumento dos preços. “O produtor está atento às notícias e elevou os valores das sacas de arroz e do feijão entre 5% e 10%, mesmo em período de colheita”, conta Franzner. Usualmente, esses aumentos levariam cerca de 30 dias para chegar às gôndolas, mas ele acredita que, agora, o repasse será mais rápido nos elos na cadeia.

“Mas, com certeza, viveremos uma ressaca de vendas daqui três ou quatro meses, conforme os consumidores forem consumindo o que têm estocado”, lembrou o executivo. A pandemia de coronavírus também está impedindo a empresa de fazer planos para o resto do ano. “Estando em casa, os consumidores tendem a consumir mais arroz e feijão do que na rua. Mas esse é um reflexo de primeiro momento. Se a economia retrair e as pessoas não tiverem renda, tudo será atingido”.

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