A última equipe da etapa soja do Rally da Safra estará em campo a partir desta segunda-feira, dia 18, para avaliar lavouras no Rio Grande do Sul. Os técnicos percorrerão as regiões de Passo Fundo, Frederico Westphalen, Santa Rosa, Santo Angelo e Cruz Alta, deixando o estado no domingo, dia 24.

O Rio Grande do Sul foi afetado tanto pelo excesso de chuvas no final do ano, que atrasou a implantação das lavouras de soja, como pela falta de chuvas e altas temperaturas no início do ano. Mesmo assim, as expectativas são positivas e a produção deve superar as trágicas safras de 2021/22 e 2022/23, fortemente afetadas pelo La Niña. Na sua última revisão de fevereiro, a Agroconsult, organizadora da expedição, estimou a produtividade para o estado em 53 sacas por hectare, crescimento de 44% em relação à safra passada.

“A colheita no estado está apenas começando e podemos dizer que as perspectivas são positivas. As chuvas retornaram e as lavouras se desenvolvem muito bem. Há preocupação com o avanço da ferrugem asiática nas lavouras, que derruba o peso dos grãos. Nas próximas semanas, os produtores estarão colhendo e vamos fazer amostras das lavouras com a colheita em andamento, obtendo um quadro melhor da situação e considerando as diferenças entre as lavouras e as diferentes épocas de plantio”, explica André Debastiani, coordenador do Rally da Safra.

Os resultados da etapa soja da expedição serão apresentados em evento online no dia 27 de março, às 17h. Desde o início de janeiro, os técnicos percorreram mais de 80 mil quilômetros em 13 estados (MT, RO, GO, MG, MS, PR, SC, SP, RS, MA, PI, TO e BA) para avaliar as condições das áreas de soja durante as fases de desenvolvimento das lavouras e de colheita. Outras seis equipes avaliarão as lavouras de milho segunda safra em maio e junho. As áreas visitadas respondem por 97% da área de produção de soja e 72% da área de milho.

Dentro de um mês, em 16 de abril, o Rally retornará ao Rio Grande do Sul para visitas aos produtores e avaliação qualitativa da safra. J

á no dia 17 de abril, o Rally realizará um evento técnico em Não-Me-Toque, juntamente com a Cotrijal, no Restaurante do Parque da Expodireto. A 21ª edição do Rally da Safra tem patrocínio do Santander, OCP Brasil, BASF, Credenz, Soytech, Biotrop, Serasa Experian e JDT Seguros.

Tecnologia como aliada no trabalho de campo

Para planejar o Rally da Safra e definir as rotas, são utilizadas imagens de satélite de cada região. No dia a dia, os técnicos fazem o levantamento quantitativo e qualitativo das lavouras escolhidas aleatoriamente. O levantamento qualitativo inclui a análise de pragas, doenças, o uso do plantio direto e outros indicadores que auxiliam a compor a estimativa de safra. Já no quantitativo, são analisados os componentes de rendimento da soja, com a contagem dos números de plantas, de vagens por planta e de grãos por vagem para ter uma visão do comportamento das lavouras em cada região, levando em consideração o ciclo do cultivar, ou seja, as variedades prontas para colheita e outras que ainda precisarão de mais tempo. O peso e a umidade dos grãos também são fundamentais para estimar a produtividade. A metodologia consolidada em 20 edições do Rally permite voltar a campo anualmente e entender o cenário para fazer a estimativa de safra.

Nesta edição o Rally participa dos principais eventos do agronegócio: Show Rural, em Cascavel, ExpoDireto, em Não-Me-Toque (RS); Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT) e Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO).

O trabalho das equipes e o roteiro completo da expedição poderão ser acompanhados pelo http://bit.ly/RallyRedesSociais

Equipe 17 - Eduardo Montsou